A arquitetura MSX de 1983

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Em 16 de junho de 1983, a Microsoft e 14 outras empresas japonesas anunciavam a arquitetura MSX de computadores.

O “MSX” foi um padrão desenvolvido pela japonesa ASCII Corporation, encabeçado pelo seu então diretor Kazuhiko Nishi . Na época, Nishi era o representante da Microsoft Japão, onde a ASCII agia meio que como um “braço” da Microsoft na terra do sol nascente.

A intenção do projeto era de se especificar e criar uma única plataforma de hardware, que pudesse ser comercializada por diversos fabricantes japoneses e do resto do mundo.

Isso se daria definindo-se um novo “padrão aberto”, similar ao que foi feito com o antigo sistema VHS para vídeo analógico. Cartuchos e acessórios criados dento do padrão funcionariam em qualquer computador MSX. Vale lembrar que falamos de uma época em que cada fabricante tentava sempre emplacar seu próprio modelo de computador.

O mais curioso é que empresas concorrentes que “se matavam” em outras áreas, como Sony, Panasonic, Yamaha, Philips, Canon, Fujitsu, Sanyo, JVC, Kyocera, NEC, Pioneer, Casio, Toshiba, Mitsubishi, Victor, Hitachi, Goldstar, Spectravideo, entre outras, toparam a empreitada e promoveram em conjunto a plataforma única.

A especificação MSX contava com uma CPU Zilog Z-80, rodando à 3,58Mhz, um processador para vídeo Texas Instruments TMS9918 com 16Kb de memória dedicada, um processador de áudio General Instrument AY-3-8910, memória RAM de 64KB, memória ROM de 32Kb (onde residia o interpretador BASIC da Microsoft), além de slots para cartuchos e expansões, saídas de vídeo, áudio e portas para joysticks.

Mas esta especificação não saiu “da cartola” de Nishi… Grande parte dela veio do computador SV-328 criado pela empresa estadunidense Spectravideo em 1983 e com o qual o MSX guardava grandes semelhanças.

arquitetura msx 2
O MSX no multi-emulador MCCEmu

O MSX foi um “padrão” de computadores numa época em que cada fabricante buscava sempre criar o seu próprio. Foi uma jogada sensacional!

Pena que não conseguiram fazer frente ao mundo dos PCs “Wintel”, pois, do contrário, teríamos MSXs por aí até hoje 😊. Assim como outras arquiteturas, foi gradativamente sendo empurrado para o ostracismo, algo similar ao que aconteceu entre os padrões de vídeo Betamax e o VHS.

Nos anos seguintes, o MSX ganharia ainda alguns “upgrades”, como as versões MSX2 (1985), MSX2+(1988), MSX3(nunca lançado) e finalmente o TurboR (1990, tão diferente que muitos questionam se ainda é um MSX), até vir a óbito, definitivamente, em 1993.

Além do Japão, fez sucesso em vários países do mundo como Holanda, Espanha, Inglaterra, Coréia, Argentina, Rússia, Arábia Saudita, Brasil, dentre outros. Curiosamente, mesmo sendo um sistema cuja concepção teve participação americana, afinal a Microsoft e a Spectravideo eram de lá, quase não deu as caras na terra do tio Sam.

No Brasil, por outro lado, foi bastante proeminente desde seu lançamento em 1985, mesmo um tanto atrasado em relação ao Japão. Tivemos por aqui os modelos HOTBIT, da Sharp, e o Expert, da Gradiente. Ambos sucessos de vendas. Além disso, inúmeras empresas nacionais se dedicaram a desenvolver diversos acessórios e softwares para o micro.

Para se ter uma noção da relevância que o MSX teve no mundo, até o lançamento do console de videogames Nintendo 8 bits (o famoso e lendário Famicom/NES) o MSX era a plataforma com maior número de desenvolvedores de jogos no Japão!

Estima-se que mais de 9 milhões de unidades tenham sido comercializadas em todo o mundo, sendo que 7 milhões, só no Japão.

O significado “oculto” por traz da sua sigla de três letras é alvo de controvérsias até hoje. Especulações como “MicroSoft eXtended”, “Machines with Software eXchangeability”, iniciais de “Matsushita-Sony”, etc, estão entre as diversas possibilidades. A versão definitiva da história? Até hoje permanece um mistério. O próprio co-criador da arquitetura, Kazuhiko Nishi, já deu diferentes versões da história, confundindo ainda mais os amantes da arquitetura. Deve ter sido adepto da mesma filosófica do saudoso comunicador brasileiro Chacrinha, que dizia: “Eu não vim aqui para explicar. Vim para confundir”. 😊

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