A quebra do sistema de criptografia DES em 1997

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Em 17 de junho de 1997, um grupo de cientistas e voluntários de todo o mundo realizava a quebra do sistema de criptografia DES (Data Encryption Standard).

O sistema DES é um sistema que se propõe a codificar (encriptar) dados digitais, para fins de garantir seu sigilo e sua segurança.

Desenvolvido originalmente pela IBM para ser “invulnerável”, tornou-se um padrão do governo americano no ano de 1977, sendo posteriormente adotado por instituições em todo o mundo.

Alguns especialistas, contudo, alertaram na época que este sistema, baseado em chaves de 56bits (consideradas pequenas), era relativamente vulnerável.

Muitos suspeitavam também que a Agência de segurança dos EUA, a NSA, teria influenciado na decisão de reduzir as chaves de 128 para 56 bits durante a especificação do padrão. Suspeitavam ainda que NSA teria secretamente inserido uma falha no algoritmo,  para que ela própria pudesse ter acesso rápido às informações codificadas por qualquer instituição ou país. Esta escolha dos 56bits sugeriria, inclusive, que ela tivesse, já naquela época, computadores capazes de quebrar chaves deste tamanho.

Ao longo dos anos, contudo, na medida que a capacidade dos computadores evoluía, o sistema DES ia recebendo revisões, a fim de melhorar sua segurança.

Para se “quebrar” um sistema criptográfico, a forma mais básica é por tentativa e erro, método conhecido como “força-bruta”. Nele, são testadas todas as combinações possíveis, na busca pela chave que abriria corretamente a informação codificada.

No caso das chaves de 56 bits, esta quantidade de combinações é de 72 quatrilhões, o que torna a operação inviável para os computadores comuns da época, que levariam vários séculos para processar estas combinações. E é exatamente nisso que os sistemas de criptografia se baseiam: na demora para se decodificar a informação por força-bruta, de forma que, mesmo tentada, o tempo demandado tornaria a informação obsoleta.

Mas na medida em que os microprocessadores se tonaram mais poderosos e mais baratos, as coisas começaram a mudar de figura…

Foi então que a empresa de segurança norte-americana “RSA Security” resolveu colocar definitivamente à prova o sistema DES, promovendo uma competição (a DES Challenge) que oferecia um prêmio de 10mil dólares, para quem conseguisse quebrar o sistema.

Depois de alguns meses de trabalho, a competição foi vencida pelo grupo DESCHALL, utilizando computadores de voluntários de todo o mundo conectados à internet.

Esta operação provou que ataques por força-bruta já não eram tão “inviáveis” para os cidadãos comuns. Isso fez com que o governo americano abandonasse o sistema DES (usado desde a década de 70) algum tempo depois.

No ano seguinte a Electronic Frontier Foundation (EFF), usando a “DEEP CRACK”, uma placa de processadores construída especificamente para auxiliar este trabalho, venceu a nova edição da competição, reduzindo este tempo para 56h.

Em 2002 o DES foi substituído pelo Advanced Encryption Standard (AES), em uso até hoje.


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Vídeos(s):

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Criptografia e chaves públicas
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