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Em 19 de fevereiro de 1946, o matemático Alan Turing apresentava ao Comitê Executivo do Laboratório Nacional de Física (NPL), no Reino Unido, o seu revolucionário relatório intitulado “Propostas para o Desenvolvimento, na Divisão de Matemática, de uma Máquina Automática de Cálculo “, onde descrevia o Automatic Computing Engine.

Considerado um dos marcos fundamentais na história da computação moderna, no texto “Proposals for Development in the Mathematics Division of an Automatic Computing Engine (ACE)” (“Propostas para o Desenvolvimento, na Divisão de Matemática, de uma Máquina Automática de Cálculo”), que ficaria conhecido simplesmente como “relatório ACE”, Turing descreveria, com notável precisão e clareza, o projeto de um computador eletrônico digital de programa armazenado, conceito teórico que havia sido apresentado poucos anos antes por John von Neumann, em seu texto “First Draft of a Report on the EDVAC“.

Automatic Computing Engine ACE 2
Pilot Ace: versão “compacta”

O relatório de Turing, produzido logo após o término da Segunda Guerra Mundial, representaria a transição do conhecimento teórico acumulado durante o conflito para a construção efetiva de computadores eletrônicos de uso científico e administrativo. O documento não se tratava apenas de um “estudo conceitual”, mas de um projeto detalhado para a criação do ACE, um computador digital de programa armazenado que ia além da arquitetura proposta por Von Neumann.

O texto descrevia uma máquina capaz de realizar cálculos complexos com uma velocidade sem precedentes para a época, introduzindo conceitos fundamentais como a utilização de linhas de atraso de mercúrio para memória, chamadas de subrotinas e uma forma primitiva de linguagem de programação (“Abbreviated Computer Instructions”), visando otimizar o tempo de espera entre o processamento e o acesso aos dados.

O projeto técnico detalhado por Turing especificava um computador que operaria com uma frequência de clock de 1 MHz, o que o tornaria consideravelmente mais rápido que seus contemporâneos, ao custo estimado de £11.200 (valores da época). A máquina contava com uma memória baseada em tubos de mercúrio com capacidade palavras de 48 bits de tamanho, unidades de entrada e saída baseadas em cartões perfurados da Hollerith e uma estrutura lógica que permitia a execução de instruções aritméticas e lógicas de forma serial.

Automatic Computing Engine ACE 3
O Pilot Ace no Science Museum de Londres

Mas devido a atrasos burocráticos e à saída de Turing do NPL em 1948, a versão completa do Automatic Computing Engine, na forma como havia sido especificada por Turing, nunca chegaria a ser produzida. Contudo, sua versão reduzida, chamada Pilot ACE, seria concluída em 10 de maio de 1950, que se provaria tão eficiente que operaria comercialmente por vários anos.

O Pilot ACE tornar-se-ia, por um período, uma das máquinas mais rápidas do mundo, processando instruções a velocidades impressionantes para a época. A proposta original de Turing também inspiraria variantes desenvolvidas por outras instituições britânicas, como o DEUCE (Digital Electronic Universal Computing Engine), produzido pela English Electric em 1955, com 31 unidades comercializadas.

Com o avanço das tecnologias de armazenamento e circuitos, os modelos baseados no conceito do Automatic Computing Engine foram sendo gradualmente substituídos por computadores de arquitetura mais padronizada e de maior capacidade. O relatório de 1946, entretanto, permaneceria como uma referência histórica essencial, marcando o momento em que a visão teórica de Turing começaria a se materializar em máquinas reais, passo decisivo para a criação dos computadores que definiriam a era digital.

Para conhecer ou relembrar:

Leia aqui a íntegra do histórico documento de Turing:

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Vídeo(s):

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Documentário do NPL sobre o Automatic Computing Engine
Mais em:



*As imagens utilizadas nesta postagem são meramente ilustrativas e foram obtidas da internet.


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