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Em 13 de maio de 1986, as britânicas Acorn Computers e a British Telecom lançavam o microcomputador/terminal Acorn BT Merlin M2105, talvez uma das primeiras experiências de “cloud computing” da história.

Concebido em uma conjuntura de transformação da informática corporativa, quando grandes organizações buscavam soluções mais seguras, centralizadas e de fácil manutenção em comparação aos microcomputadores pessoais então em expansão, o Acorn BT Merlin M2105 foi um terminal de computador desenvolvido como parte de uma iniciativa conjunta entre a britânica Acorn Computers e a operadora de telecomunicações British Telecom (BT).

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Vistas externas

Criado sob encomenda para a BT como uma solução integrada de hardware, software e serviços de rede, voltada principalmente para seus clientes corporativos, o Acorn BT Merlin M2105 se tratava de um terminal de acesso a serviços remotos, dentro do conceito que hoje conhecemos como “thin client”.

Em uma tentativa de se criar o “escritório do futuro”, integrando computação pessoal com comunicações avançadas, o sistema visava simplificar o fluxo de trabalho corporativo através da unificação de voz e dados em um único terminal de mesa compacto e funcional.

Diferentemente dos microcomputadores tradicionais, o Acorn BT Merlin M2105 não dependia de “robustos” recursos locais de processamento ou armazenamento, operando conectado à infraestrutura de rede da BT, onde estavam concentradas as aplicações e os dados.

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Placa principal

Sua arquitetura, baseada no microcomputador Acorn Electron, contava com processador Synertek SY6502A de 2MHz de velocidade, memória RAM de 64 KB, memória ROM de até 96KB, modem integrado, sintetizador de voz, porta serial e porta paralela para impressoras.

Parte de suas funcionalidades era desempenhada por uma espécie de unidade de “expansão” externa, uma caixa acoplada que abrigava elementos extras de hardware e software, incluindo o modem, softwares de comunicação, processador de textos, programa para envio de mensagens e o sistema de síntese de voz, que permitia ao computador ler mensagens ou atender chamadas telefônicas.

Mas embora o Acorn BT Merlin M2105 tenha sido pensado para oferecer maior controle administrativo, segurança e redução de custos operacionais, (palavras que as grandes organizações adoram 😊), sua adoção ficaria restrita a nichos específicos (como a rede de floriculturas Interflora), em grande parte devido à dependência da infraestrutura da British Telecom e à complexidade de implantação fora desse ecossistema.

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Interface de usuário típica

A vida comercial do Acorn BT Merlin M2105 seria assim curta e marcada pelas transformações financeiras da Acorn, especialmente em função da sua aquisição pela Olivetti em 20 de fevereiro de 1985, que mudaria suas prioridades de desenvolvimento. Este fato, somado ao alto custo de aquisição e ao surgimento de padrões de rede mais universais, fariam o terminal perder espaço para os microcomputadores compatíveis com o padrão IBM PC.

O encerramento oficial do suporte e das atividades do Acorn BT Merlin M2105 pela British Telecom ocorreria de forma gradual, com a BT retirando oficialmente o equipamento de sua lista de instrumentos nos primeiros anos da década de 90, muito embora vários dos terminais tenham continuado em uso por empresas menores que possuíam contratos de manutenção vitalícios ou que simplesmente optaram por manter o hardware funcionando de forma independente.


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Vídeo(s):

*legendas disponíveis nos controles do Youtube, na opção “⚙ >> Legendas/CC >> Traduzir automaticamente”.

Entrevista com Chris Curry, um dos fundadores da Acorn
Vídeo institucional da Acorn
Mais em:



*As imagens utilizadas nesta postagem são meramente ilustrativas e foram obtidas da internet.


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