Gostou? Curta, comente e compartilhe a publicação original! Ajude a divulgar o projeto! Deixe seu comentário no final desta postagem!

Em 1 de outubro de 1996, o W3C aprovava a especificação do formato de imagens Portable Network Graphics (PNG), que viria a substituir o antigo GIF.

No início da década de 1990, uma disputa legal entre as empresas CompuServe (criadora do formato de imagens GIF) e a Unisys, concluída em dezembro de 1994, resultaria na exigência de que todos os desenvolvedores que utilizaram o algoritmo de compressão LZW (também adotado no GIF) teriam que obter uma licença (royalties) da Unisys, detentora da patente original.

Esta decisão levaria à uma revolta generalizada na comunidade técnica e de usuários da então jovem “World Wide Web”, que iniciaria discussões acerca da criação de um novo formato de imagem que fosse aberto, livre de restrições de patentes e capaz de armazenar imagens com qualidade superior à do GIF.

O desenvolvimento dessa proposta tomaria corpo efetivamente em 4 de janeiro de 1995, quando o desenvolvedor Thomas Boutell publicaria, no grupo de discussão da Usenet “comp.graphics”, o primeiro rascunho da proposta de criação de um novo formato aberto, inicialmente denominado Portable Bitmap Format (PBF).

A proposta rapidamente receberia contribuições de diversos desenvolvedores voluntários, incluindo Scott Elliott e Mark Adler, que trabalhariam nos filtros para melhorar a compressão, bem como Tom Lane e outros colaboradores, que proporiam o uso do algoritmo de compressão sem perdas DEFLATE, o mesmo empregado pelo formato ZIP de arquivos compactados. Quem lembra do PKZIP? 😊

Desde o princípio, o PNG seria concebido como um formato de imagem sem perdas, portátil e adequado à transmissão pela Internet. Seu desenvolvimento evoluiria rapidamente nos primeiros meses de 1995, quando Oliver Fromme sugeriria, em 6 de janeiro de 1995, o novo nome “PNG” (pronunciado como “ping”), inicialmente interpretado como um acrônimo da expressão “PiNG is Not GIF”.

formato PNG de imagens 2
Apesar do tamanho bastante menor, o JPG tem qualidade muito similar, enquanto o GIF perde muitas informações.

Ao longo deste mesmo período, seriam incorporados à proposta o suporte a imagens Truecolor de até 48 bits de profundidade, imagens em escala de cinza de até 16 bits, imagens paletizadas de até 8 bits com 256 cores, canal alfa para transparência de 256 níveis, verificação de integridade por CRC, informações de gama e o método de entrelaçamento Adam7, proposto por Adam Costello.

Na mesma época, face ao avanço dos trabalhos de desenvolvimento do PNG e em decorrência do litígio com a Unisys, a CompuServe decidiria abandonar o desenvolvimento do seu projeto GIF24 (que faria o GIF suportar cores com 24bits), anunciando o PNG como alternativa ao GIF.

O projeto atingiria um importante marco em 7 de março de 1995, quando o nono rascunho (draft) seria publicado e sua estrutura básica considerada congelada. Poucos dias depois, em 11 de março de 1995, surgiria o primeiro visualizador funcional de PNG e, em 13 de março de 1995, seriam divulgadas as primeiras imagens PNG válidas.

Na sequência, em 24 de junho de 1995, seria lançada a libpng 0.7, considerada a primeira versão da biblioteca com o nome definitivo, enquanto navegadores começaram a incorporar suporte nativo ao formato ainda naquele ano.

O esforço de especificação do agora “Portable Network Graphics” avançaria para o organismo normatizador World Wide Web Consortium (W3C), ocorrendo, em 8 de dezembro de 1995, a publicação da versão 0.92 como Working Draft. Depois de algumas idas e vindas, a especificação 1.0 seria finalmente aprovada como W3C Recommendation em 1º de outubro de 1996.

O tipo MIME image/png seria também registrado pela IANA semanas depois, em 14 de outubro de 1996, sendo publicada em seguida pelo IETF, em 15 de janeiro de 1997, a RFC 2083, consolidando o formato como padrão para intercâmbio de imagens na Internet.

Conforme a World Wide Web se expandia na virada do milênio, a adoção do PNG enfrentaria percalços devido à falta de suporte adequado nos navegadores mais populares da época. O Microsoft Internet Explorer, por exemplo, apresentou falhas graves na renderização da transparência alfa até o lançamento de sua versão IE 7.0 no dia 18 de outubro de 2006.

formato PNG de imagens 3
O “ruido” inserido pelo algoritmo “com perdas” do JPG, quando comparado ao PNG.

A aceitação do público aumentaria drasticamente após a publicação da segunda edição da especificação pelo W3C em 10 de novembro de 2003, somada à aprovação em 3 de março de 2004, pelo W3C e a International Organization for Standardization (ISO), da especificação ISO/IEC 15948:2003, tornando o PNG um padrão internacional definitivo para a tecnologia digital.

A fim de resolver a limitação do PNG original em relação as imagens com “animações” (como tínhamos no GIF), a comunidade desenvolveria novas extensões ao padrão. Isso resultaria, em 27 de agosto de 2004, na apresentação da proposta de especificação do Animated Portable Network Graphics (APNG), oficialmente incorporada à terceira edição da especificação PNG, aprovada pelo W3C em 24 de junho de 2025.

Embora o PNG atualmente enfrente a forte concorrência de padrões mais modernos e com maior compressão, como o WebP e o AVIF, o PNG ainda se mantém, décadas depois de sua criação, como uma das principais referências na produção de imagens rasterizadas sem perdas de alta qualidade.


E você, qual o formato de imagem mais importante da história na sua opinião?

Clique aqui e deixe seu comentário no final desta postagem! Sua participação é muito importante pra nós!

Vídeo(s):

*legendas disponíveis nos controles do Youtube, na opção “⚙ >> Legendas/CC >> Traduzir automaticamente”.

Como funciona o PNG
O formato PNG

JPEG vs PNG vs WebP vs AVIF: Qual deles ganha?
Mais em:



*As imagens utilizadas nesta postagem são meramente ilustrativas e foram obtidas da internet.


Quer nos ajudar com doações de itens para o acervo do Museu Capixaba do Computador – MCC?

Entre em contato conosco por meio dos canais de comunicação identificados nos ícones abaixo, ou ainda por quaisquer uma das nossas redes sociais listadas no topo da página.

WhatsAppmessengerinstagram directemail
Clique no ícone desejado e entre em contato conosco!

As doações também poderão ser entregues diretamente na sede do museu, neste endereço.

Para refrescar a memória e te ajudar a identificar alguns itens que buscamos, aqui você encontra nosso álbum de “Procura-se” .

Colabore você também com o primeiro museu capixaba dedicado à memória da tecnologia da informação! 

Doe seus itens sem uso. Você ajuda a natureza e dá uma finalidade socialmente útil pra eles!



Gostou? Curta, comente e compartilhe a publicação original! Ajude a divulgar o projeto! Deixe seu comentário no final desta postagem!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *