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Em 08 de janeiro de 1889, o inventor e empresário americano Herman Hollerith recebia a patente pela invenção da sua Máquina de Tabular de Hollerith.

Essa história se iniciava quando Herman Hollerith foi contratado para trabalhar no censo norte-americano de 1880.

Lá pôde operar um dispositivo criado por Charles Seaton, que facilitava a totalização dos dados isolando e organizando as linhas em grandes folhas de cálculo. Ainda assim, todo o processo de contagem dos cidadãos americanos levou 8 longos anos.

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Um dos exemplares preservados

Agora, como empregado do escritório de patentes, onde tinha acesso a diversos projetos de máquinas, Hollerith começou a desenvolver sua solução “automatizada” para o problema do censo, visto que agora conhecia profundamente o processo.

Foi então que em 1888 o Census Bureau, instituição que realizava o censo dos EUA, organiza uma competição para buscar um equipamento que fosse capaz de reduzir o tempo de processamento dos dados.

Dos três competidores participantes, o equipamento de Hollerith foi de longe o mais rápido, sendo capaz de conseguir executar a última etapa do procedimento em um tempo 90% menor que o de seus concorrentes.

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Primeira página do documento original de patente

Esta nova máquina criada por ele consistia em um equipamento eletromecânico, capaz de “ler” cartões de papel que eram perfurados pelos recenseadores, nos quais estavam registrados os dados dos indivíduos pesquisados (sexo, estado civil, etc…).

Isso tornava muito mais simples e rápida a contabilização dos dados coletados pelos recenseadores, totalizando os dados de milhões de pessoas em uma fração do tempo do processo anterior.

Um cartão de papel em tamanho padronizado, com colunas e linhas representando os dados a serem pesquisados, era perfurado pelo agente do censo nas posições apropriadas, conforme o dado que se desejava registrar. Algo similar ao que fazemos com os cartões de Megasena.

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Exemplo do sistema de cartões perfurados

Estes cartões eram então posteriormente enviados à central de processamento do Censo. Lá, eram submetidos ao dispositivo de leitura da Máquina de Tabular de Hollerith, que consistia em um conjunto de inúmeros contatos elétricos (como agulhas) distribuídos ao longo de duas placas móveis, acionadas por uma alavanca.

Com o cartão posicionado entre estas placas, elas eram pressionadas uma contra a outra por meio da alavanca. Nos pontos perfurados do cartão, um contato elétrico era estabelecido, resultando na movimentação dos respectivos “relógios contadores” (entre os 40 existentes no painel da máquina), cada um representando um dado estatístico distinto.

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Detalhes do sistema de leitura e totalização

Concluída a leitura do cartão, o funcionário anotava as informações necessárias e repetia o processo com o próximo cartão. Um operador treinado era capaz de ler 7.000 destes cartões em um mesmo dia.

Este equipamento foi capaz de reduzir em mais de 2 anos o tempo de processamento dos dados do censo de 1890 (aparecendo em uma das capas da revista Scientific American do mesmo ano), permanecendo em operação (com versões posteriormente aprimoradas, até o início da década de 1950, quando foi substituído pelo computador UNIVAC I.

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A Máquina de Tabular de Hollerith foi capa da revista Scientific American em 1890

A ideia de realizar a entrada de dados através de cartões perfurados não era nova. Já tinha sido utilizada por Joseph Marie Jacquard em seu sistema de tear reconfigurável, bem como por Charles Babbage para a programação de sua Máquina Analítica. Mas Hollerith teve a genial ideia de acrescentar um novo elemento ao processo, que começava naquela época a se tornar parte do dia a dia das pessoas: a eletricidade.

Sete anos depois da obtenção da patente, Hollerith fundaria em 1896 a empresa “Tabulating Machine Company” para comercializar seus equipamentos, que chegaram a ser usados nos censos da Inglaterra, Itália, Alemanha, Rússia, Áustria, Canadá, França, Noruega, Porto Rico, Cuba e Filipinas.

As contribuições de Herman Hollerith o fariam ficar conhecido como um dos pais da computação automática moderna, com seu sistema de cartões perfurados se tornando um “padrão” para entrada e saída de dados nos primeiros computadores.

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Outros dispositivos produzidos por Hollerith

Após a Tabulating Machine Company fundir-se com outras duas empresas algum tempo depois, a nova empresa ganharia em 1924 um nome bem conhecido por nós: International Business Machines Corporation.

Ligou o nome à pessoa? Não?

É ninguém menos que a IBM, gigante dos computadores. Pois é… Esta é uma empresa digamos, centenária. 😊

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Herman Hollerith e a futura empresa

A íntegra do documento original de patente da Máquina de Tabular:

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E você, sabia que os comprovantes de pagamento de salário ficaram conhecidos aqui no Brasil por “holerite” exatamente por conta das máquinas criadas por Herman Hollerith?

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Vídeo(s):

*legendas disponíveis nos controles do Youtube, na opção “⚙ >> Legendas/CC >> Traduzir automaticamente”.

A Máquina de Tabular de Hollerith
Apresentação por um dos guias do Computer History Museum
Mais em:



*As imagens utilizadas nesta postagem são meramente ilustrativas e foram obtidas da internet.


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