O termo BYTE de 1956

Em de junho de 1956, durante o desenvolvimento do computador IBM 7030 Stretch, o engenheiro da Werner Buchholz criava o termo BYTE, a fim de designar um determinado agrupamento de bits.
Nos dias de hoje, termos como “megabyte (MB)” e “gigabyte (GB)” fazem parte do nosso cotidiano, seja no momento da escolha de um novo smartphone ou na contratação de um plano de internet. No entanto, a origem dessas palavras fundamentais que sustentam todas essas “medidas modernas”, remonta a meados do século passado.
Cunhado originalmente pelo engenheiro e cientista da computação teuto-americano Werner Buchholz em junho de 1956, durante o desenvolvimento de um dos mais importantes computadores da história, o termo “byte” se tornaria uma das unidades fundamentais da informática moderna.
Naquela época, Buchholz trabalhava na proeminente empresa de tecnologia IBM, participando ativamente do desenvolvimento de um supercomputador pioneiro chamado IBM 7030 Stretch, uma máquina científica de grande porte destinada a aplicações militares, científicas e de pesquisa avançada e projetada para ser a máquina mais rápida do mundo.

Os computadores ainda utilizavam diferentes tamanhos de “grupos de bits” para representar dados, caracteres e instruções, não existindo um “padrão universal”, havendo sistemas que trabalhavam com grupos de 4, 6, 7 ou até mais bits, o que criava dificuldades tanto para os engenheiros quanto para programadores, especialmente na troca de informações entre máquinas diferentes.
Durante as reuniões de planejamento do projeto do IBM 7030 Stretch, que demandaria novas formas de organizar e representar informações digitalmente, Buchholz perceberia a necessidade de definir uma unidade de informação digital que descrevesse um grupo de bits processados em conjunto, representando uma “unidade de informação”.
Ele decidiria então criar uma variação da palavra inglesa “bite“ (que significa mordida ou pedaço), indicando uma quantidade de dados que o computador pudesse “morder” de uma só vez. Contudo, para evitar que os operadores e programadores confundissem o novo termo com a palavra “bit”, que já era utilizada desde a década de 1940 como abreviação de “binary digit” (“dígito binário”), o engenheiro deliberadamente trocaria a letra “i” pela letra “y“, fazendo assim nascer a palavra BYTE.
Contudo, no projeto do IBM 7030 Stretch, o “byte” não tinha o tamanho fixo e exato de oito bits que nós conhecemos atualmente, podendo variar em comprimento dependendo da instrução que o sistema ou o programador necessitava para determinada operação.

Ao longo dos anos 1960, diferentes fabricantes continuariam utilizando bytes de tamanhos variados, com muitos dos modelos de computadores comerciais trabalhando com bytes de 6 bits, suficientes para representar letras maiúsculas, números e símbolos simples. Outros sistemas passariam a utilizar 7 bits, especialmente com a popularização do padrão ASCII, criado em 1963 para padronizar caracteres em computadores e equipamentos de comunicação.
A consolidação do byte como um conjunto estrito de oito bits começaria a se firmar como um “padrão” da indústria após o lançamento da famosa e revolucionária linha de computadores IBM System/360, que estabeleceria o formato de oito bits (256 valores diferentes por byte), permitindo representar eficientemente caracteres de texto e números decimais na memória.
Com o sucesso comercial estrondoso da linha IBM System/360 e a posterior explosão dos microcomputadores pessoais nas décadas de 1970 e 1980, a padronização de oito bits viraria uma regra universal. Máquinas como o Apple II, o Commodore 64, o IBM IBM PC e inúmeros videogames domésticos passariam a anunciar suas capacidades de memória em bytes e kilobytes (KB), com esta quantidade de memória vindo a se tornar um dos principais indicadores de desempenho e capacidade de um computador.

A adoção do byte de 8 bits facilitaria enormemente o desenvolvimento de linguagens de programação, sistemas operacionais, periféricos e meios de armazenamento, com fabricantes de memória RAM, discos magnéticos e fitas de armazenamento gradualmente passando a utilizar o byte de 8 bits como referência universal.
Os processadores também passariam a ser classificados conforme a quantidade de bits que conseguiam manipular simultaneamente, surgindo modelos de microprocessadores de 8 bits, 16 bits, 32 bits e posteriormente 64 bits. Mesmo com toda essa evolução, o byte permaneceria associado universalmente ao agrupamento de 8 bits, convenção que se tornaria tão difundida que muitos usuários sequer imaginam que originalmente o termo não possuía um tamanho fixo. 😊
Curiosamente, diferentemente do destino de outros termos e componentes de hardware antigos. que seriam completamente descontinuados ou substituídos ao longo da evolução da informática, o termo cunhado por Buchholz (surgido como uma necessidade técnica interna), permaneceria plenamente ativo e inalterado até os dias atuais, tornando-se uma das contribuições linguísticas e conceituais mais importantes da história da informática
E você, lembra quantos bytes de memória tinha seu primeiro computador?
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Vídeo(s):
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Mais em:
- A International Business Machines Corporation IBM de 1911
- Documento de 1956 em que a expressão “BYTE” apareceria pela primeira vez
- O computador IBM System/360 de 1964
- A Byte Shop de 1975
- A Byte Magazine de 1975
*As imagens utilizadas nesta postagem são meramente ilustrativas e foram obtidas da internet.
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