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Em 5 de janeiro de 2006, a gigante dos microchips Intel lançava seus novos microprocessadores de 32 bits Intel Core Solo e Intel Core Duo.

Projetado com base na microarquitetura Yonah, desenvolvida no centro de pesquisas da Intel em Haifa, Israel, os microprocessadores de 32 bits Intel Core Solo e Intel Core Duo foram uma evolução direta do Pentium M (Banias e Dothan), adotando o processo de fabricação de 65 nanômetros, um avanço em relação aos 90 nm da geração anterior.

Seu lançamento marcaria um momento de transição da Intel, que decidira abandonar a famosa marca “Pentium” em seus processadores de alto desempenho para dispositivos portáteis, introduzindo a nova família batizada simplesmente como “Core“, focada na eficiência energética e no processamento paralelo que definiriam o futuro da Intel.

O lançamento ocorreria de forma conjunta com o modelo Intel Core Duo, que compartilhava o mesmo projeto, mas com dois núcleos ativos. Curiosamente, muitos dos processadores Intel Core Solo vendidos eram, na verdade, chips Intel Core Duo que possuíam um de seus dois núcleos desativados pela própria Intel durante a fabricação.

Essa estratégia permitia que a empresa aproveitasse componentes que apresentavam pequenos defeitos em apenas um dos núcleos, transformando-os em produtos funcionais de núcleo único, o que otimizava a linha de produção e oferecia uma opção mais acessível ao mercado.

A linha era destinada ao uso em notebooks ultrafinos e computadores compactos que priorizavam o baixo consumo de energia e a dissipação reduzida (TDP), tipicamente abaixo de 31W, em vez do desempenho multitarefa bruto, permitindo notebooks mais silenciosos, com menor aquecimento e maior duração de bateria.

Ao longo dos anos, a família ganharia versões com frequências de operação variando de 1,06 GHz a 2,33 GHz, memória cache L2 de 2 MB compartilhada, barramento frontal (FSB) de 533 MHz ou 667 MHz, suporte para instruções MMX, SSE, SSE2 e SSE3, além da (em modelos específicos) tecnologia de virtualização Intel VT-x e o sistema de economia de energia Enhanced Intel SpeedStep.

microprocessador Intel Core 2
Embalagens das versões “encaixotadas”

A adoção dos processadores Intel Core Solo e Duo seria significativa em notebooks de fabricantes como Dell, HP, Acer, Toshiba e Asus, aparecendo em linhas conhecidas por priorizarem a mobilidade.

Mas um dos marcos mais notáveis na história do Intel Core seria sua adoção pela Apple, que realizaria uma transição histórica (e até certo ponto “traumática” para os aficionados do Mac) dos processadores PowerPC para a arquitetura Intel, lançando em 10 de janeiro de 2006 o primeiro Macintosh a utilizar microprocessadores Intel.

A vida útil dos Intel Core Solo e Intel Core Duo no topo do mercado seria, contudo, relativamente curta dadas suas limitações técnicas. Por ser um processador estritamente de 32 bits, ele não conseguia rodar sistemas operacionais ou aplicativos modernos de 64 bits, o que faria com que fossem substituídos poucos meses depois pela linha Intel Core 2, baseada na nova microarquitetura Core (Merom e Conroe), que traria avanços expressivos em desempenho e eficiência.

Ainda assim, sua importância histórica é inegável, inaugurando a marca “Intel Core” e introduzindo oficialmente a filosofia de processamento balanceado entre potência e consumo energético, que se tornaria a base da Intel nos anos seguintes.

A produção dos modelos Intel Core Solo e Intel Core Duo seria gradualmente descontinuada entre a partir de 2007, conforme a transição para os modelos da nova geração Intel Core 2 se consolidou.


E você, teve algum computador utilizando os primeiros processadores Intel Core? Como era a performance dele?

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Vídeo(s):

*legendas disponíveis nos controles do Youtube, na opção “⚙ >> Legendas/CC >> Traduzir automaticamente”.

Comparando a performance de um Intel Core Solo e um Intel Core Duo
Mais em:



*As imagens utilizadas nesta postagem são meramente ilustrativas e foram obtidas da internet.


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