O microcomputador Apple Macintosh Classic de 1990

Em 15 de outubro de 1990, a Apple lançava mais um membro da família Mac, o microcomputador Apple Macintosh Classic.
Chegando como substituto para os modelos Macintosh Plus e Macintosh SE, o novo Macintosh Classic trazia linhas mais modernas em seu design, atualizava tecnologicamente alguns poucos componentes internos e ao mesmo tempo oferecia uma redução no preço final.

Contudo, na prática, não era muito “diferente” daqueles que o antecederam, mantendo basicamente as características gerais do Macintosh original, lá de 1984.
Isso fez com que o Macintosh Classic fosse alvo, quando do seu lançamento, de inúmeras críticas por parte da imprensa especializada, que o acusaram de não trazer nada de novo, a não ser o preço.

Contava com o mesmo processador Motorola 68000 dos seus predecessores, rodando a uma frequência de 8MHz, um monitor integrado P&B de 9”, 1MB de memória RAM (expansível a 4MB), 512KB de memória ROM e uma unidade de disquete com capacidade de 1,44MB. Uma versão com um disco rígido de 40MB também estava disponível.

Tudo isso por apenas US$ 999, tornando-se o primeiro Mac a ser comercializado com valor abaixo de US$ 1.000, o que foi um grande feito pra época.
Nesta mesma data, foram também lançados os modelos Macintosh LC, com o microprocessador Motorola 68020 por US$2.400 e o Macintosh IIsi, equipado com o Motorola 68030 por meros US$4.569. Para bolsos exigentes. 😊
O Macintosh Classic teve uma vida curta, deixando de ser produzido em 14 de setembro de 1992.
Apple Macintosh Classic II
Em 21 de outubro de 1991, a Apple Computer lançaria no mercado o Apple Macintosh Classic II, que marcaria um momento de transição dos modelos compactos da empresa, que lutava para manter a linha como uma alternativa para usuários domésticos, estudantes e pequenos escritórios, em um mercado no qual os computadores pessoais compatíveis com o IBM PC ganhavam cada vez mais espaço.
Este novo equipamento chegava para suceder ao Macintosh SE/30, mantendo o adorado design de “caixinha vertical” clássico que popularizaria a marca na década anterior. O modelo surgiria como uma solução mais “acessível” (leia-se “preço”), ideal para usuários domésticos e pequenos escritórios que desejavam ingressar no ecossistema da maçã mordida.
Durante o seu desenvolvimento, a equipe de engenharia da Apple trabalharia com o objetivo de oferecer “mais desempenho”, sem elevar drasticamente os custos de produção, buscando atender ao grupo de consumidores que ainda preferia a portabilidade e a simplicidade de ter o monitor integrado ao gabinete, sendo o último Mac a utilizar a tradicional tela monocromática.
O Macintosh Classic II contava com um processador de 32 bits Motorola 68030 a 16 MHz de velocidade, memória RAM de 2 MB ou 4 MB (expansível até 10 MB por meio de módulos SIMM de 30 pinos), 512 KB de memória ROM, unidade de disquete de 3 ½” de 1,44 MB de capacidade, disco rígido interno com opções de 40 MB ou 80 MB, monitor CRT monocromático de 9 polegadas com resolução de 512×342 pixels, gerador de áudio de 8bits com alto-falante integrado e slot para instalação de coprocessador matemático (opcional).

Entre suas conexões externas, o Macintosh Classic II ofereceria uma porta Apple Desktop Bus (ADB), destinada ao teclado, ao mouse e a outros periféricos compatíveis, duas portas seriais, uma interface SCSI para dispositivos externos, porta de conexão para unidade de disquetes externa e entradas e saídas de áudio, novidade nesta linha que permitiria que os usuários gravassem pequenos trechos de áudio diretamente no sistema.
Em relação ao seu software, de fábrica este modelo seguia com o sistema operacional System 6.0, que traria inovações gráficas e funcionalidades, aproveitando os recursos do novo processador e da “ligeiramente” maior quantidade de memória RAM disponível.
Seu preço inicial girava em torno de US$ 1.900, posicionando-o como uma opção relativamente acessível dentro da linha Macintosh. A combinação de gabinete compacto, monitor integrado e recursos voltados à produtividade ajudaria a atender usuários que desejavam possuir um computador relativamente completo, mas sem recorrer aos modelos profissionais mais caros.
Mas apesar do aumento significativo de velocidade em relação ao seu antecessor mais básico, o Macintosh Classic II enfrentaria algumas críticas por parte dos usuários mais avançados, visto apresentar limitações diante de outros computadores Macintosh disponíveis naquele período.
Além da ausência de gráficos coloridos e da quantidade de memória relativamente restrita, a arquitetura da sua placa-mãe (que adotava um barramento de dados de apenas 16 bits) limitavam o potencial do poderoso processador Motorola 68030, tornando o computador cerca de trinta por cento mais lento que o modelo SE/30 em determinadas situações , apesar de ambos utilizarem o mesmo microprocessador.
Em 14 de setembro de 1992, a Apple também comercializaria uma versão dele voltada ao mercado doméstico sob o nome Macintosh Performa 200. Esse modelo compartilharia a base técnica do Macintosh Classic II (eram idênticos) e faria parte da estratégia da empresa de ampliar a presença da linha Performa no varejo, com computadores direcionados a famílias e usuários que procuravam equipamentos para atividades pessoais e profissionais.
O ciclo de vida deste emblemático micrinho não seria muito longo diante do rápido avanço tecnológico do início da década de noventa, com a Apple anunciando, em 13 de setembro de 1993, a descontinuação do Macintosh Classic II, encerrando a era dos computadores compactos com tela em preto e branco da empresa.

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Mais em:
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