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Em 18 de setembro de 1986, a fabricante de chips Motorola anunciava seu novo microprocessador de 32bits Motorola 68030, retrocompatível com a família Motorola 68000.

Membro da lendária família Motorola 68000, o Motorola 68030 foi um microprocessador de 32 bits de arquitetura CISC, concebido para ser o (prematuro) sucessor do Motorola 68020, lançado dois anos antes, preservando a compatibilidade de software com a família 68000 e acrescentando recursos que anteriormente exigiam componentes externos.

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Vista ao microscópio

Seu desenvolvimento partiria de um modelo de arquitetura muito próximo ao do seu antecessor, mas agora unificando no próprio chip funções cruciais que aumentariam significativamente sua capacidade. Entre as mais relevantes estavam a unidade de gerenciamento de memória (MMU) interna, que antes requeria o coprocessador externo Motorola 68851 no 68020, e duas unidades de memória cache de 256 bytes cada (um para instruções e outro para dados), contra um cache único de instruções do modelo anterior, mudanças que otimizariam bastante os fluxos de dados.

O processador também introduziria um modo de transferência em rajada (burst), capaz de carregar vários blocos de memória (longwords) consecutivos para o cache. Esta utilização de caches separados e de caminhos internos paralelos permitiam aproveitar melhor o barramento e reduzir a frequência com que o processador precisava parar para esperar pela memória externa.

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Algumas de suas variantes

Embora tenha sido anunciado publicamente em 18 de setembro de 1986, o Motorola 68030, construído a partir de 273 mil transistores em tecnologia de 1,2 micrômetro e processo de fabricação HCMOS, teria seus primeiros modelos chegando ao mercado somente em 1987, operando inicialmente com velocidades de 16 MHz e 20 MHz, e com versões posteriores chegando a até 50 MHz.

O chip contava com barramento de dados interno e externo de 32 bits e barramento de endereçamento de 32 bits, o que o tornava capaz de endereçar até espantosos 4 GB de memória RAM. Contudo, apesar dos numerosos aperfeiçoamentos, o Motorola 68030 ainda carecia uma unidade de ponto flutuante (FPU) integrada no chip.

Para os casos que exigissem cálculos matemáticos complexos em hardware, o usuário podia utilizá-lo em conjunto com o coprocessador matemático Motorola 68881, ou ainda com o novo Motorola 68882 (apresentado juntamente com o Motorola 68030), que oferecia desempenho significativamente superior ao 68881, complementando o novo processador em aplicações científicas, técnicas e de engenharia.

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A versão de “baixo custo” Motorola 68EC030

Essa poderosa combinação técnica da arquitetura do Motorola 68030 faria com que ele encontrasse rapidamente espaço em computadores pessoais, estações de trabalho e sistemas profissionais. Entre os equipamentos que o utilizariam, estiveram modelos da Apple (empresa especialmente importante em sua popularização), como o Macintosh IIx e o Macintosh SE/30, da Commodore, como o Amiga 3000, e computadores da Atari, como o Atari TT e Falcon. O processador também daria o ar de sua graça em sistemas profissionais e estações de trabalho de outros fabricantes, com o NeXT Computer, Sun Microsystems Sun-3x e Apollo Computer DN3500 e DN4500.

A fabricante também desenvolveria uma variante denominada Motorola 68EC030, destinada principalmente a aplicações em que não era necessária a unidade de gerenciamento de memória integrada. A retirada da MMU permitia reduzir o custo e tornava o componente adequado a determinados sistemas embarcados, fazendo com que esta versão acabasse tendo uma vida comercial particularmente longa.


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Vídeo(s):

*legendas disponíveis nos controles do Youtube, na opção “⚙ >> Legendas/CC >> Traduzir automaticamente”.

Um Macintosh Classic “turbinado” com o Motorola 68030
Motorola 68000: uma CPU à frente do seu tempo
Mais em:



*As imagens utilizadas nesta postagem são meramente ilustrativas e foram obtidas da internet.


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