O microcomputador Commodore 128 de 1985

Em 05 de janeiro de 1985, durante a edição de inverno da feira Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, a norte-americana Commodore Business Machines apresentava o novo microcomputador Commodore 128.
Tratava-se do último computador de 8 bits da empresa Commodore Business Machines (CBM), que chegava com a difícil missão de substituir o bem-sucedido Commodore 64, ao mesmo tempo em que se colocava como adversário do Apple Macintosh e do IBM PC. 😱

Com principal novidade, vinha equipado com duas CPUs: o MOS 8502 (uma versão turbinada do MOS 6510), rodando a 2MHz de velocidade e o Zilog Z-80 rodando a 2,5MHz.
Com uma bela e engenhosa solução de projeto, estas duas CPUs, embora não pudessem operar simultaneamente, coexistiam no mesmo barramento, compartilhando a memória RAM e os dispositivos externos. O que os engenheiros da Commodore conseguiram é ainda mais notável quando consideramos que os dois microprocessadores têm velocidades de clock distintas.

Contava também com 128KB de memória RAM (expansível a 512KB), 64 de memória ROM, um chip de vídeo MOS 8563 com memória dedicada de 16KB, slot para cartuchos e conexões para vídeo, joystick e expansões.
Era capaz de operar e três modos distintos: o de emulação completa do C64, o modo CP/M (graças ao segundo processador Z-80 integrado) e o modo nativo C128. Algo como se você tivesse três computadores dentro de um. 😊

Cabia ao microprocessador Z-80 a missão de, durante a inicialização, identificar qual modo de operação o usuário havia solicitado, “chaveando” o computador para a função desejada.
Graças ao modo de emulação C64, executava quase a totalidade dos softwares do seu lendário antepassado, além de também aceitar grande parte dos seus acessórios de hardware. Uma decisão super acertada da empresa depois do fiasco com o Commodore Plus/4 no ano anterior.


Commodore 128D
Lançado em dezembro de 1985 no mercado europeu, o Commodore 128D representou a última tentativa da Commodore International de manter viva sua bem-sucedida linha de computadores de 8 bits, iniciada com o lendário Commodore PET lá em 1977.
O modelo, que havia sido apresentado publicamente meses antes durante a edição de Las Vegas da feira Consumer Electronics Show (CES) (ocorrida em janeiro de 1985), surgiria como uma versão mais “refinada e profissional” do Commodore 128 (C128) original, buscando fugir do estereótipo de “brinquedo” de seus antecessores
O sufixo “D” em seu nome vinha da palavra “Desktop”, visto que, ao contrário do C128 tradicional, cujo teclado e placa principal ficavam em um gabinete único, o Commodore 128D adotava um formato semelhante ao dos computadores de mesa mais “profissionais” da época, com a unidade principal da CPU separada do teclado.

Do ponto e vista técnico, o Commodore 128D trazia basicamente as mesmas características funcionais do modelo original, inclusive os mesmos dois processadores. Seu principal diferencial estava no novo design modular, composto por um teclado separado e um robusto gabinete plástico “slim” (muito parecido com o do Amiga 1000) com alça lateral para transporte, sistema de refrigeração aprimorado e que integrava ainda uma unidade de disquetes modelo Commodore 1571 de 360kb de capacidade, dando mais flexibilidade ao equipamento.
No ano seguinte, a Commodore lançaria nos EUA uma segunda versão, o Commodore 128DCR (Cost Reduced ou Custo Reduzido), que contava com algumas novidades, como um novo gabinete metálico, uma placa mãe “enxugada” com menos componentes, novo processador de vídeo MOS Technology 8568 com 64kb de memória dedicada (quatro vezes mais), bem como correções de bugs nas rotinas contidas na memória ROM.
Embora a estratégia da empresa com o novo Commodore 128D fosse o de atender a um público que buscava uma transição mais suave entre o ambiente “doméstico” e o de “escritório”, seu preço elevado somado à chegada dos computadores de 32 bits, como o Commodore Amiga e o Atari ST, ou mesmo dos IBM PC compatíveis de 16 bits, acabariam limitando sua adoção comercial.
E assim, após 4 milhões de unidades vendidas, a produção da linha Commodore 128 seria definitivamente encerrada em 1989, marcando o fim da era dourada dos microcomputadores de 8 bits na Commodore.

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