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Em 21 de outubro de 1991, a Apple Computer apresentava ao mundo, durante a feira COMDEX em Las Vegas, a sua revolucionária linha de computadores portáteis Apple PowerBook.

No início dos anos 90, quando os computadores pessoais começavam a conquistar novos espaços nos escritórios e nas residências, a possibilidade de trabalhar longe de uma mesa fixa ainda representava um desafio para os fabricantes.

A Apple, já amplamente conhecida por sua bem-sucedida linha Macintosh de computadores de mesa, tentava se reinventar criando um dispositivo verdadeiramente portátil, leve e ergonômico, a fim de atender ao segmento de profissionais que precisavam transportar seus arquivos e programas.

Ao mesmo tempo, a empresa buscava um sucessor capaz superar o fracasso comercial do Apple Macintosh Portable, lançado em 20 de setembro de 1989, que apesar de suas características avançadas para a época, era relativamente grande e pesado.

Nesse contexto, em 21 de outubro de 1991, a empresa apresentaria a sua nova linha de portáteis Apple PowerBook, composta inicialmente pelos modelos Apple PowerBook 100, Apple PowerBook 140 e Apple PowerBook 170, que ajudariam a estabelecer novos padrões para os computadores portáteis.

Apple PowerBook 2
Vista interna

Os laptops Apple PowerBook traziam uma inovação de design histórica, adotando gabinetes mais compactos, em tons de cinza-escuro, com uma disposição dos componentes pensada para facilitar o uso no colo ou sobre pequenas superfícies. A principal inovação visual estaria na posição do teclado, deslocado para a mais próximo da tela, com um dispositivo apontador tipo “trackball” próximo ao centro, liberando o espaço frontal para apoiar as mãos durante a digitação, estabelecendo um novo padrão ergonômico para os computadores portáteis.

O modelo de entrada PowerBook 100, uma versão compacta do Apple Portable Backlit desenvolvida em parceria da Sony, contava com um processador Motorola 68HC000 a 16 MHz de velocidade, memória RAM de 2 MB (expansível até 8 MB), tela de cristal líquido LCD monocromática de 9 polegadas com resolução de 640×400 pixels, disco rígido SCSI interno de 20 MB ou 40 MB de capacidade, sem drive de disquete interno, além de portas externas tipo serial, SCSI e ADB.

O PowerBook 140, por sua vez, trazia um processador Motorola 68030 de 16 MHz, 2 MB de memória RAM, expansível até 8 MB, tela monocromática de matriz passiva de 9,8 polegadas, disco rígido SCSI interno de 20 MB ou 40 MB de capacidade e unidade interna de disquetes de 3 ½ polegadas de 1,44 MB de capacidade. Já o PowerBook 170 utilizava um Motorola 68030 de 25 MHz, coprocessador matemático Motorola 68882, drive de disquete “SuperDrive” interno de 1,44MB de capacidade, modem integrado e uma brilhante tela LCD monocromática de matriz ativa (pela primeira vez), também com resolução de 640 × 400 pixels, que proporcionava uma imagem mais nítida e melhor resposta visual.

Apple PowerBook 3
Anúncio da época

Saindo de fábrica com o sistema operacional Mac System 7.0.1, os três modelos compartilhavam a proposta de oferecer os recursos do Macintosh em um equipamento transportável, executando programas em uma interface gráfica que já era uma das marcas características dos computadores da Apple.

O lançamento ao Apple PowerBook seria acompanhado por uma campanha publicitária que destacaria a facilidade de utilização dos novos computadores em situações cotidianas, inclusive durante viagens. A estratégia ajudaria a transformá-los em um sucesso de vendas, com a empresa, em janeiro de 1992, podendo comemorar mais de 100 mil unidades produzidas, apesar das dificuldades iniciais para atender à procura.

No primeiro ano após o lançamento, tendo conquistado mais de 40% do mercado de portáteis, as receitas associadas aos Apple PowerBook ultrapassariam US$ 1 bilhão, contribuindo significativamente para os resultados financeiros da empresa e para sua posição de destaque no mercado mundial de computadores portáteis, consagrando o design inovador da marca, que serviria de inspiração para toda a indústria de notebooks que surgiria na década de 1990.

Apple PowerBook 4
PowerBook 165c: primeiro com tela colorida

A evolução da família seria rápida. Em 3 de agosto e 19 de outubro de 1992, a Apple apresentaria os Apple PowerBook 145, 160 e 180, que substituiriam progressivamente os modelos originais, trazendo melhorias de desempenho e recursos adicionais. O PowerBook 160, por exemplo, permitiria conectar um monitor externo, enquanto o PowerBook 180 combinaria um processador mais veloz com uma tela monocromática de matriz ativa.

A evolução da linha prosseguiria em 16 de maio de 1994, quando chegaria o PowerBook 500, pioneiro na introdução do painel de toque trackpad e posteriormente, em 28 de agosto de 1995, com o PowerBook 5300, marcando a transição da arquitetura para os microprocessadores PowerPC.

Durante a conferência Macworld Conference & Expo, em 10 de janeiro de 2006, o executivo Steve Jobs anunciava a substituição da linha histórica pelo novíssimo MacBook Pro, selando a transição da empresa para os processadores da arquitetura Intel. Após mais de uma década de constantes inovações e liderança tecnológica no segmento móvel, a Apple encerraria oficialmente a marca PowerBook em 16 de maio de 2006.


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Comercial de TV da época
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