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Em janeiro de 1977, durante a feira Consumer Electronics Show em Chicago/EUA, a norte-americana Commodore International apresentava ao público o microcomputador Commodore PET.

O primeiro dos vários computadores pessoais “de massa” lançados ao longo do ano de 1977, o Commodore PET foi uma família de computadores no estilo “all-in-one” (tudo em um), produzida pela empresa Commodore International.

Diferentemente dos seus antecessores (como o Altair 8800 e o IMSAI 8080), que eram vendidos na forma de kits para montar, o que acabava restringindo seu público aos “iniciados” na arte da eletrônica, o Commodore PET chegava pronto para o usuário.

Anunciado e demonstrado pela primeira vez em janeiro de 1977 no Consumer Electronics Show (CES) em Chicago, meses antes dos seus contemporâneos companheiros Apple II e Tandy TRS-80 modelo I, o Commodore PET 2001 foi o primeiro membro daquela que ficaria conhecida como a “trindade de 1977”.

microcomputador Commodore PET 2
Vista traseira

Contudo, só começaria a ser efetivamente vendido já no final do ano, quando as vendas do Apple II e do TRS-80 modelo I já estavam em franca expansão.

Projetado pelo engenheiro Chuck Peddle, seu protótipo só ficou pronto poucas horas antes da abertura da CES, com Peddle trabalhando até 20 horas por dia nas semanas que antecederam o evento. Tudo pra conseguir concluir o projeto a tempo.

Até o ano anterior, Chuck Peddle era um feliz funcionário da empresa de componentes eletrônicos MOS Technologies, onde projetou o lendário microprocessador MOS 6502.

Na mesma época, concebeu o projeto de um micro computador baseado na CPU MOS 6502, que posteriormente se tornaria o PET, apresentando-o em seguida à Tandy Corporation (criadora do TRS-80), que não deu a mínima bola.

microcomputador Commodore PET 3
Partes internas com seu “capô” levantado

Mas havia um novo ator a entrar em cena.

Nos anos 70, a empresa norte-americana Commodore International era um proeminente fabricante de calculadoras e arquivos de metal para escritórios, que utilizava chips produzidos pela empresa Texas Instruments (TI) em suas calculadoras.

Tudo ia bem até que, em 1975, a TI resolveu ela própria começar a produzir e comercializar calculadoras, a preços mais baixos que os as empresas para as quais ela vendia os chips… em suma… matou o negócio de calculadoras de todos seus antigos clientes de uma vez. Incluindo a Commodore.

Os ventos só mudariam quando o investidor Jack Tramiel, presidente da Commodore, tentando reaver sua competitividade no mercado de calculadoras, adquire a fabricante de chips estadunidense MOS Technologies, levando junto sua infraestrutura, pessoal, patentes e, claro, o processador MOS 6502 (que também equiparia o Apple II).

microcomputador Commodore PET 4
A placa principal

Foi quando Chuck Peddle , agora funcionário da Commodore, convence Tramiel a deixar as calculadoras de lado, investindo numa “tendência” que começava a surgir: os microcomputadores.

Chegaram a tentar encontrar no mercado algum projeto de computador para adquirirem, sem muito sucesso. Conta-se que ninguém menos que Steve Jobs teria oferecido o projeto do Apple II pra eles, mas que o valor pedido por Jobs teria sido muito alto. Já imaginou se o Apple II tivesse sido da Commodore?!?!

Era a oportunidade de Peddle levar finalmente adiante projeto do PET (Personal Electronic Transactor), que depois de 6 meses de árduo trabalho era agora apresentado publicamente.

microcomputador Commodore PET 5
O “odiado” teclado tipo calculadora

O Commodore PET 2001 contava com um processador MOS 6502 rodando a 1 MHz de velocidade, memória RAM de 4 KB (opção de 8KB), memória ROM de 18 KB (incluindo interpretador BASIC), um teclado de membrana alfanumérico com um teclado lateral numérico reduzido (o que era uma grande novidade para a época) capaz de exibir letras maiúsculas e minúsculas, monitor monocromático de 9” integrado na cor azul, unidade de fita K7 integrada, além de várias portas de expansão como serial RS232, memória, paralela e uma segunda porta para gravador K7.

O interpretador residente de linguagem BASIC do Commodore PET foi desenvolvido pela então “jovem” empresa Micro-Soft, programado “na unha” pela dupla Bill Gates e Paul Allen, tendo sido a Commodore a primeira empresa a licenciar a versão MOS 6502 do Microsoft BASIC.

Este teria sido o único software da história da Microsoft a ser licenciado de forma ilimitada, sem que fosse recolhido qualquer valor por cópia instalada posterior.

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Registros da época

Uma excelente jogada da Commodore, que deixaria de pagar uma fortuna à Microsoft nos milhões de computadores que venderia nos anos seguintes.

Mas a capacidade de produção da empresa era muito limitada inicialmente, só conseguindo concluir por volta de 30 unidades ao dia, mal conseguindo entregar 500 unidades no seu primeiro ano de funcionamento.

Com o início das vendas, seu teclado tipo “calculadora” foi o alvo da maior parte das reclamações, seja por suas pequenas e desconfortáveis dimensões, que dificultavam muito a digitação, seja por sua fragilidade, o que resultava em falhas frequentes.

Ainda assim, o Commodore PET tinha diferenciais interessantes quando comparado aos seus primos da “trindade de 1977”.

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O Commodore PET na capa da revista Popular Science

O primeiro era o seu interpretador de linguagem BASIC, capaz de manusear números de ponto flutuante, o que o Apple II e o TRS-80 não conseguiam (em suas versões originais).

Outro era sua capacidade de digitar textos tanto em maiúsculas quanto minúsculas, o que só seria alcançado pelos concorrentes alguns anos depois.

Por outro lado, perdia na quantidade de memória RAM suportada, na ausência de gerador de sons e na falta de gráficos coloridos em alta resolução, como no caso do Apple II.

Nos anos que se seguiram, a Commodore introduziria outros modelos na família, acrescentando novos recursos, como memória RAM, unidades de disco e um BASIC aprimorado.

microcomputador Commodore PET 8
Anúncios da época

Após um período inicial difícil, o PET se tornou bastante popular, tanto nas escolas, por conta da robustez de seu gabinete de aço “à prova de crianças”, quanto nas residências, eventualmente ultrapassando as fronteiras estadunidenses e desembarcando no mercado europeu.

A partir do sucesso do PET, a Commodore permaneceria como um importante player no mercado de computadores pessoais na década de 80, tendo produzido computadores históricos como o Commodore VIC-20, Commodore 64, Commodore 128 e o inesquecível Commodore Amiga.

A linha PET foi finalmente aposentada em 1982.


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Vídeo(s):

*legendas disponíveis nos controles do Youtube, na opção “⚙ >> Legendas/CC >> Traduzir automaticamente”.

Usando um dos primeiros modelos do Commodore PET 2001
Review do PET 2001
Restaurando um Commodore PET
Alguns dos vários modelos da família
Entrevista com Chuck Peddle
Conheça a história de Chuck Peddle
Mais em:



*As imagens utilizadas nesta postagem são meramente ilustrativas e foram obtidas da internet.


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