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Em 10 de fevereiro de 1998, a organização internacional World Wide Web Consortium anunciava o lançamento da recomendação XML 1.0.

Nesta data, o World Wide Web Consortium (W3C) divulgava a criação da primeira versão da especificação da Extensible Markup Language – XML (Linguagem de Marcação Extensível).

Definida por meio de documentos normativos do W3C denominados Recomendações”, o XML tratava-se de um sistema padronizado para definir, validar e compartilhar formatos de documentos na Web.

Tinha como objetivos principais atender aos requisitos de provedores de conteúdo de larga escala, a troca de dados entre fabricantes distintos, a publicação de conteúdo de forma independente de mídia, ao marketing individual, ao gerenciamento de fluxo de trabalho em ambientes de criação e processamento colaborativo de documentos, bem como em aplicações de metadados.

Uma espécie de “língua franca”, mas utilizada por sistemas de informação que quisessem “conversar” entre si, em vez de pessoas. 😊

O status de “Recomendação” de uma norma do W3C é uma chancela que indica que se trata de uma especificação estável, que contribui para a interoperabilidade da Web e que foi revisada pelos membros do W3C, favoráveis em apoiar sua adoção pela indústria.

Este trabalho foi realizado pelo grupo de trabalho “W3C XML”, que incluiu pesquisadores, especialistas em estruturação de documentos e publicação eletrônica, além de representantes de empresas como a Adobe Systems, National Center for Supercomputing Applications – NCSA, Sun Microsystems, Hewlett-Packard, Microsoft e Netscape.

Vale notar que algumas das empresas acima são concorrentes diretas, mas que optaram por cooperar na busca de um padrão aberto universal para troca de informações, o que por si só já foi uma notável conquista.

Extensible Markup Language XML 2
Um exemplo de uma “receita de pão”, que exprime a flexibilidade a inteligibilidade da linguagem

Na oportunidade do lançamento da norma, Jon Bosak, presidente do grupo de trabalho W3C XML, teria dito:

“O XML representa um avanço técnico fundamental na tecnologia da web, permitindo o comércio eletrônico seguro em uma escala expandida e inaugurando uma nova geração de aplicativos distribuídos.
No entanto, além de sua importância técnica, XML representa uma mudança fundamental no relacionamento entre produtores e consumidores de software.
Ele é um formato aberto e ‘legível’ por humanos, que faz pelos dados o que Java faz pelos programas.
Juntos, XML e Java fornecem um ambiente independente de plataforma e de fornecedor, que libera os usuários das arquiteturas proprietárias de software e de hardware.

Por promover tanto a entrega de documentos, quanto a troca de dados, o XML alterará o cenário competitivo não apenas na World Wide Web, mas também na publicação eletrônica e impressa.”

A nova especificação era um subconjunto de um padrão internacional já existente e amplamente difundido para processamento de textos, o ISO 8879 (Standard Generalized Markup Language – SGML), agora “moldado” adequadamente ao uso na World Wide Web.

Mantendo as mesmas premissas do SGML, como independência do fornecedor, extensibilidade pelo usuário, estruturas complexas, validação e legibilidade humana, o XML já nascia totalmente internacionalizado, aderente aos  idiomas europeus e asiáticos e com todos os processadores em conformidade para suportar o conjunto de caracteres unicode.

Aqui no Brasil, uma das grandes aplicações da tecnologia foi nos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas, tornando os dados destes documentos facilmente transferíveis entre fabricantes, comércio e governo, simplificando os processos de contabilidade, auditoria e fiscalização.

Para conhecer ou relembrar:

Aqui neste endereço você poderá acessar a versão original de 1998 da especificação do XML.


E você, em que outras aplicações já utilizou o XML?

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Vídeo(s):

*legendas disponíveis nos controles do Youtube, na opção “⚙ >> Legendas/CC >> Traduzir automaticamente”.

SGML, HTML e XML, qual a diferença?
Mais em:



*As imagens utilizadas nesta postagem são meramente ilustrativas e foram obtidas da internet.


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