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Em abril de 1986, a brasileira Microdigital lançava sua versão do “Apple IIe Enhanced” americano, o microcomputador Microdigital TK-3000 IIe.

A Microdigital Eletrônica Ltda, empresa brasileira fundada no ano de 1981 em São Paulo, pelos irmãos George e Tomas Kovari (olha de onde veio a sigla “TK” 😊), já havia lançado outros modelos de computadores como os TK-82, TK-83, TK-85, TK-90X e TK-2000, obtendo relativo sucesso. Todos eles “clones” de modelos existentes fora do país.

A fabricante, que o havia apresentado ao público na V Feira Internacional de Informática, realizada em setembro do ano anterior em São Paulo, colocava agora no mercado seu novo modelo Microdigital TK-3000 IIe, o primeiro equipamento da empresa “de fato” compatível com a linha Apple II.

microcomputador Microdigital TK-3000 IIe 2
Vista interna

Isso porque o modelo Microdigital TK-2000, lançado no ano anterior, contemplava, digamos, uma “simplificação” da arquitetura, suprimindo algumas características do original, o que resultava na incompatibilidade com diversas aplicações.

Mas esta compatibilidade do Microdigital TK-3000 IIe com o Apple IIe Enhanced, de 1985, veio a um preço.

A Apple, fabricante do modelo original, tanto por conta da evolução tecnológica, quanto pelo seu interesse em coibir cópias dos seus equipamentos, começou a utilizar em sua produção circuitos integrados customizados, fabricados por encomenda e exclusivamente para ela.

microcomputador Microdigital TK-3000 IIe 3
Houve ainda a versão “compact”, com dimensões reduzidas e 128KB de memória RAM

Isso tornava sua cópia bem mais complicada, pois estes chips não podiam ser adquiridos no mercado.

A Microdigital precisou então realizar um processo de engenharia reversa para criar as suas próprias versões dos chips proprietários da Apple, uma operação, por si só, notável.

Diferentemente dos seus modelos anteriores, que focavam no público doméstico, com este computador de perfil mais avançado (e consequentemente mais caro), a Microdigital tentava mirar o segmento profissional/corporativo, almejando abocanhar uma fatia do mercado que buscava informatizar seus processos.

O TK-3000 IIe contava com CPU WDC 65C02 rodando a 1MHz, 64KB de memória RAM, 16KB de ROM, interpretador BASIC residente, teclado profissional de 77 teclas com numérico reduzido e acentuação em português, 8 slots de expansão internos (sendo um auxiliar do IIe), além de conexões externas para gravador k7, vídeo e alimentação.

microcomputador Microdigital TK-3000 IIe 4
Anúncio da época

Seu teclado tinha a peculiaridade de ser gerenciado por um microprocessador Zilog Z-80 dedicado, tornando-o capaz de criar caracteres acentuados em português e a programação de “macros”, recurso com o qual combinações de teclas poderiam ser programada para inserir textos configuráveis com até 512 caracteres.

Além das versões traduzidas do sistema operacional de disco Apple DOS (rebatizada como TKDOS) e do ProDOS (TKPRODOS), aceitava também UCSD Pascal e o famoso CP/M, desde que equipado com uma placa SoftCard.

Por ser um equipamento compatível com o modelo Apple II, além de se aproveitar da gigantesca biblioteca de softwares já existente, como a planilha SuperCalc e o “pacote office” TotalWorks (clone do AppleWorks), contendo editor de textos, planilha eletrônica e banco de dados, o TK-3000 IIe aceitava também a maioria das placas de expansão e acessórios disponíveis para a linha, fabricados por diversas empresas, inclusive no Brasil.

Um computador de grande sucesso, especialmente entre profissionais liberais, mas num cenário que, muito em breve, seria definitivamente dominado pelos IBM PC compatíveis, que extinguiriam praticamente tudo aquilo que fosse “diferente”… a exceção dos Macintoshes.

microcomputador Microdigital TK-3000 IIe 5
Um TK-3000 virtual no MCCEmu

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O Microdigital TK-3000 IIe
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